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Startups vão mudar a forma como você compra, aluga ou reforma sua casa

O mercado global das chamadas construtechs, startups da construção e mercado imobiliário, já recebeu 4,4 bilhões de dólares em investimentos desde 2010.

 


Gabriel Braga e André Penha, do Quinto Andar: negócio tem uma visita
agendada a cada dois segundos (Germano Luders/EXAME)

 

Para a maioria dos brasileiros, comprar um imóvel será um momento único na vida — e as startups estão trabalhando duro para que ele seja o melhor possível. Ou, para os que não querem mais uma moradia fixa, que o processo de venda da residência ou a procura pelo aluguel perfeito sejam processos tão desburocratizados quanto pedir uma entrega por aplicativo. Em troca de suas ideias, esses negócios inovadores já conquistaram 4,4 bilhões de dólares nos últimos oito anos.

O avanço das startups já provocou mudanças significativas no mercado de varejo, instituições financeiras, mobilidade, alimentação, entre outros. Agora, chega ao mercado imobiliário e de construção civil para mudar a forma como pessoas compram, vendem e alugam imóveis. A inovação tardou a chegar ao mercado da construção por conta dos próprios desafios do setor. “As ondas de disrupção chegam primeiro ao setores mais fáceis de transformar. Depois, chegam a indústrias menos charmosas, mais velhas e resistentes”, diz Paulo Humberg, diretor da startup Key Cash e presidente da gestora de fundos para startups A5 Investimentos.

Empreender no mercado imobiliário também demanda mais capital e é uma empreitada menos escalável, já que depende muito de ativos físicos, os próprios prédios e casas, enquanto outros setores crescem facilmente com o avanço da tecnologia, como fintechs e comércio eletrônico. “Mesmo assim, o mercado imobiliário concentra os maiores ativos do mundo e tem contato com toda a população, já que todos moram em algum lugar”, diz ele.

O mercado global das chamadas construtechs, startups da construção e mercado imobiliário, já recebeu 4,4 bilhões de dólares em investimentos desde 2010, de acordo com levantamento do Pitchbook. Já no segmento de alimentação, foram 36,4 bilhões de dólares investidos e, em mobilidade, 70,5 bilhões de dólares.

A norte-americana Katerra é a maior do setor e recebeu em janeiro mais um aporte de 700 milhões de dólares do Softbank, avaliando a empresa em mais de 4 bilhões de dólares. Fundada por um ex-CEO da Tesla, ela atua no desenvolvimento de métodos de construção e usa componentes pré-fabricados para diminuir o tempo e custo da obra.

 

Exame, 14 de março de 2019